Postagens

Mostrando postagens de 2006

eu, poeta-palhaça

Imagem
Eu, poeta palhaça
Conjunções metafóricas em planos diversos de cores
na lingüística dos contatos e sensações.
Camuflando o que não é camuflável.
Desachando o achável.
Embolando o imbolável.
Desconstruindo o mundo que explode no meu corpo.
Gargalhando a lágrima
e lacrimejando exageradamente, em dores,
a grande alegria da alma-palhaça,
palhaça-poeta,
poeta do universo que grita e chora e sofre e ri... muito.
A arte torna visível o invisível!

Concreto

Concreto armado no viaduto urbano
que liga meu coração ao pé.
Mora uma cidade em mim!
Mesmo a rima pode não ser poesia.
Mesmo o amor, a dor, o infinito.
Só é poesia quando os sentidos
quebram um vidro na garganta.

Um futuro

Depois, quando tudo estiver consumado, vamos rir.

Vamos rir como riem os mortais
na instantânea alegria do gozo.

Depois do choro, vamos rir.

Gargalhar a felicidade
momentaneamente eterna
da paixão delirante.

E vamos dobrar as esquinas
sem receio do terror da solidão
e invadir terrenos docemente próprios
ao cultivo do prazer de se estar vivo.

E forjar jardins de libélulas gigantes
que da sombra se iluminam à lua cheia.

Então diremos:
Um brinde quente à vida!
Um brinde alucinado à paixão!

Dores

Dores há que não suporto
Brisas há que não me nego
Cheiros há que não me entrego
Amores há que não resisto...
E cego!

Algo

Há algo em mim que se inquieta toda vez que ouço...
Há algo em mim que se esvai toda vez que sinto...
Há algo em mim que treme toda vez que vejo...
Há algo em mim que não se completa...