Auto da poesia autoral

Sou poeta da autoreferência
Interior de mim
Eu, concreta e neblina
Que carrega a casa nas costas

Não preciso de mais nada
Meu quintal é o mundo inteiro
Poeta que não escreve ou diz para ser poeta
Poeta que se gradua no cotidiano
Na hora da alvorada, do amor, da refeição
Na hora do nada

Sou poeta de mim e de tudo
Porque em mim tudo se renova
E no tudo eu me relavo
Poeta de dores profundas
Das lembranças mal quistas
Mas de grandes alegrias
Das doces memórias
E do presente em movimento

Sou poeta das águas
Aquilo que me refaz
Celeste manifestação corporal da Terra
Onde encontro o prazer da intensidade

Por fim, sou poeta da infinita curiosidade
E de um desejo sem fim de mim mesma
...Desencontrada

Planando nos céus sob abismos do mundo todo
Sempre em busca de novas madrugadas

Diverso essencial do verso de mim

Comentários

  1. Juliana Veiga16/11/2007 13:18

    Difícil comentar poesia.. ainda mais as boas..
    De qq jeito.. Parabéns!! Gostei muito!

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