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Mostrando postagens de Março, 2008

um livro pra não esquecer

dica de livro da semana:

O Relatório Lugano, de Susan George, Ed. Boitempo

uma "ficção" nada fictícia. para entender biopolítica e biopoder sem muitas delongas.

segundo Laymert Garcia dos Santos:
"desentranhando a lógica do extermínio das políticas e das práticas neoliberais contemporâneas, susan george demonstra que não se pode ao mesmo tempo promover o capitalismo no século XXI e tolerar a reprodução de bilhões de seres humanos supérfluos para o sistema".

segundo a orelha do livro:
"o relatório lugano não é exatamente um romance. também não lhe cai bem a denominação de ensaio. talvez a melhor classificação para este livro seja a de que ele é um libelo contra a hipocrisia".

Susan George é doutora em política pela École de des Hautes Estudes en Sciense Sociales (Paris) e dirigente da Attac (Associação pela Taxação das Transações Financeiras em apoio aos Cidadãos)

sempre o mar...

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tão grande quanto o mar é a vida de quem ama a vida e por ela se arrisca... mora um mar dentro de cada um de nós...

biopolíticas e micropolíticas

Nesses últimos dias discuti com meus alunos a idéia de biopolítica como a lógica do estado, de que forma aquilo que Guattari chama de produção de subjetividade capitalística atualiza a biopolítica hoje, e como micropolíticas podem ser práticas efetivas de nos colocarmos como criadores e protagonistas, invertendo a lógica de que o macro (Estado, leis, corporações etc) é a voz que define as necessidades e, assim, ações de intervenção, sejam elas no âmbito social, educacional, da saúde, dos julgamentos etc. Cada turma reagiu de uma forma e enriqueceu a discussão. Porém nenhuma passou sem reagir, o que foi ótimo, pois a aula fica mais intensa e interessante para os dois lados. Muitos questionamentos surgiram na minha cabeça, inclusive de um aluno que questionou até que ponto o meu vegetarianismo não foi capturado por essa subjetividade dominante e se coloca reproduzindo velhas hierarquias e vícios que estão enraizados na nossa sociedade. Algo a se pensar. Ele tem razão ao afirmar que essa…

Colóquios Cultura, Trabalho e Natureza na Globalização

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divagação da semana

Hoje na natação comecei a treinar apnéia para mergulho!!!! Em breve vou comprar meu equipamento. As vezes eu tenho vontade de ir para o mar e ficar pra sempre naquela imensidão azul... Aliás, já viram esse filme? Lindo! do Luc Beson. Enfim, só um momento de divagação. Eu agora estou dando a luz a uma organização que, eu espero, será inovadora (algo que deve me consumir aí um tempão e muito suor, quem sabe até alguns conflitos), dou aula, canto, escrevo... tem casa pra cuidar, contas pra pagar, mil coisas pra fazer. Mas acho que no fundo eu estou apenas preparando o terreno pra sair por aí um dia com meu barco "salvando as baleias". Lá dentro uma vozinha diz que o mundo é a minha casa... Mas eu sei que antes tenho que construir as bases pra isso, ganhar um dinheirinho, porque eu não quero simplesmente sair por aí como turista ou sem noção (já passei dessa); eu quero construir coisas, pesquisar povos, culturas, lançar livros, acabar com o pró-carne, com a Monsanto e quem sabe …

um poema para a vida!!!

Poesia ingênua

Basta apenas um sorriso
E meu mundo se abre em flor
Basta um som rasgado
Uma voz apaixonada
Basta um suor de desejo
E um fôlego sem fim
Uma luminosidade cara
Uma insanidade rara
Bastam os acordes
E as harmonias de um dia de sol
As chuvas de verão
Os sonhos de calor
Os filmes que eu não vi
Os beijos que virão
E bastam os abraços
Os corpos que se encontram
Os olhares que aprofundam
As forças que juntas se consomem
E então um grito ecoa no ar
E me diz que na vida
Embora existam as saudades
Tudo tem fim na alegria
Que nos jardins de rosas
Todas as dores se transformam
Em luzes que se espalham pelo céu
Que lá fora há um sol gritando por nós
E um planeta que não se cansa de amar
E uma vida que nasce
Intensamente a todo instante
Como a cada instante nascem e morrem
Astros por todo o universo
Como a cada instante damos a luz
A tudo aquilo que fazemos
E a tudo o que o desejo
Conduz e transforma em concretude

Mafuá Produções

vc já pensou que pode ficar mais simples conseguir realizar seu projeto cultural?

aguarde a versão 2008 da Mafuá Produções: www.mafua.com.br

Adoro fazer mistério!!!! ;)

e já que o assunto é produção

Produção do filme 'Chatô' terá de devolver R$ 36,5 miSáb, 23 Fev, 09h09 O ator Guilherme Fontes e sua sócia na produtora Guilherme Fontes Filme,Yolanda Coeli, terão de devolver mais de R$ 36,5 milhões aos cofres públicos, por determinação da Controladoria-Geral da União (CGU). Em 1995, eles captaram recursos para produzir o filme "Chatô, O Rei do Brasil", mas a obra até hoje não foi concluída. O parecer da CGU deverá ser enviado nos próximos dias ao Ministério da Cultura, que em seguida o encaminhará ao Tribunal de Contas da União. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo Retirado de: http://br.noticias.yahoo.com/s/23022008/25/manchetes-produ-filme-chato-tera-devolver-r-36-5-mi.html CGU vê quebra de contrato em 'Chatô, o Rei do Brasil'Para a CGU, a empresa de Guilherme Fontes deve devolver mais de R$ 36 milhões à União.
Esse valor foi atualizado em relação aos R$ 8,6 milhões recebidos em 1995 pelo filme.Tiago ParizDo G1, em Brasília » “Estou sendo tratad…

produção cultural

Olá! Alunos lá da Faculdade (pra quem não sabe sou professora substituta de planejamento cultural no curso de produção cultural da UFF) pediram para eu escrever um texto para os calouros e para o manual que eles fizeram sobre o curso. Bem legal isso. Estão voltando as boas iniciativas alunescas lá na procult. Fizemos um debate de ex-alunos essa semana e foi bem legal relembrar um monte de coisas. Reproduzo o texto abaixo. Não sei o que acho dele. As vezes gosto, as vezes não.

Acredito que o ofício de produtor cultural é um dos mais abrangentes, porém um dos mais fascinantes e, ao mesmo tempo, mais perigosos que existem, porque podemos ser criadores e mediadores de desejos e políticas.
Assim, cabe a nós, que nos intitulamos produtores, trilhar os caminhos onde queremos atuar. Aqui vale uma reflexão: até que ponto é um produtor cultural aquele que colabora, hoje, na manutenção de instituições e padrões culturais da megamáquina de produção de subjetividade capitalística, para usar uma expr…