e já que o assunto é produção

Produção do filme 'Chatô' terá de devolver R$ 36,5 mi
Sáb, 23 Fev, 09h09
O ator Guilherme Fontes e sua sócia na produtora Guilherme Fontes Filme,Yolanda Coeli, terão de devolver mais de R$ 36,5 milhões aos cofres públicos, por determinação da Controladoria-Geral da União (CGU). Em 1995, eles captaram recursos para produzir o filme "Chatô, O Rei do Brasil", mas a obra até hoje não foi concluída. O parecer da CGU deverá ser enviado nos próximos dias ao Ministério da Cultura, que em seguida o encaminhará ao Tribunal de Contas da União. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

CGU vê quebra de contrato em 'Chatô, o Rei do Brasil'

Para a CGU, a empresa de Guilherme Fontes deve devolver mais de R$ 36 milhões à União.
Esse valor foi atualizado em relação aos R$ 8,6 milhões recebidos em 1995 pelo filme.
Tiago Pariz Do G1, em Brasília
A Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu nesta sexta-feira (22) que a produtora do ator Guilherme Fontes deve restituir aos cofres públicos R$ 36,6 milhões, valor atualizado do montante captado para a realização do filme “Chatô, o Rei do Brasil”. A CGU alega que houve quebra de contrato porque a produção nunca foi concluída.

“O parecer da CGU sobre a tomada de contas especial deverá ser enviado nos próximos dias ao Ministério da Cultura para conhecimento do ministro Gilberto Gil, que em seguida o encaminhará ao Tribunal de Contas da União (TCU). O motivo de se decidir pela devolução dos recursos foi o não cumprimento do objeto do contrato”, informou a Controladoria em nota divulgada à imprensa.
Se o TCU acatar a decisão da Controladoria, será emitido um título de cobrança com o valor atualizado do recebido pela produtora em 1995, que agora seria de R$ 36,6 milhões. Caso os donos da produtora se recusem a pagar o devido à União, a cobrança passará a ser feita na Justiça através da Advocacia-Geral da União.

A assessoria de imprensa da CGU informou que o Ministério Público também pode utilizar este parecer para iniciar um processo jurídico antes mesmo da conclusão da análise do TCU.
A reportagem tentou entrar em contato com o ator Guilherme Fontes mas não conseguiu.
Chatô
A produtora Guilherme Fontes Filme captou R$ 8,6 milhões em 1995 para rodar "Chatô". O financiamento foi garantido através da Lei de Incentivo à Cultura e da Lei do Audiovisual.

Em 2002, a produtora solicitou um novo prazo para a conclusão do filme, até 2005, mas o pedido foi negado pelo governo.
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