eu, um rizoma

"Não me perguntem quem sou, e não me digam para continuar o mesmo"
Michel Foucault, em A Arqueologia do Saber

bem, quis colocar essa frase aqui porque ela diz muito bem o momento que estou vivendo. a cada dia que passa busco me livrar cada vez mais da infeliz prisão que é a idéia de identidade e me entender mais como fluxo

sou múltipla demais a ponto de querer me definir a partir de uma ou algumas identidades. todos são. identidades são categorias de uso biopolítico. esse ter que se definir é tão estimulado no nosso cotidiano que pessoas se matam por conta disso ou se apegam a existências medíocres, pelo fato de não conseguirem lidar com desejos e idéias múltiplas, as vezes conflitantes; nações empreendem guerras, grupos se mantém em seus facismos e povos e culturas são massacrados

Nietzsche já nos falou da morte de Deus, Foucault da morte do homem, mas a identidade ainda permanece como um trunfo pra se defender qq causa

eu prefiro a diferença...

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