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Mostrando postagens de 2009

vá para...

a vida às vezes merece ser mandada pra puta que pariu...

o sr. filmes improváveis me disse que está apocalíptico. acho que reacendeu em mim a dor de sentir a estupidez e a pequenez de nuestra espécie. mas não apenas de senti-las com relação a humanidade, essa coisa por pouco inexistente, e com relação aos distantes cuja voz ouvimos só o eco, mas em relação a mim mesma, àqueles que amamos, aos que estão ao lado... isso é foda! mas passa... qdo me dou conta que cobro demais de mim e do mundo, como se pudéssemos ter a ousadia de sonhar sermos super-homens...

enfim, resolvida a velha questão...

Passou de três pra mim é cultura!
(Tiago Gomes)

O eterno retorno

"E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cad…

divagações extemporâneas 1.408

tenho a sensação de que conheço todas as pessoas
eu as escuto falar, chorar, contar os segredos
infelizmente as ouço lamentar...
não que isso tome mais a minha energia
já faz tempo que deixei de ser um ombro
sou um corpo
ou não sou

celebremos!

só o desejo é definitivamente o que arrebata
um tesão doido de viver
e de enlouquecer a lucidez cotidiana do rebanho!

viva a diferença!

eu amo com o corpo
eu sinto com o pensamento
eu gozo com as palavras,
a lida, a dita, a cantada, a que escapa

eu transpiro com os risos

vivas a morte da moral!
eu desejo e isso não é nietzschiano.
isso é vida!

desejo uma doçura interminável,
mas apenas até onde esbarro no limiar do doce
e cedo lugar a pimenta de olhar nos olhos da vida e dizer:
foda-se!

em 22 de julho de 2009

série forças - a terra

essa saudade...
para onde voltam sempre as andorinhas

série forças - a água

ela faz a vida ao abraçar o mundo todo
é a mais vermelha das coisas sem cor
imprevisível, porém certeira
colchão para chegar mais perto das estrelas
espelho do céu, fonte de poesia
colcha que guarda o inimaginável
uma vida que de tão profunda
nos chega apenas um sussurro
estrada para sonhadores, trabalhadores,
viajantes e horizontes
estrada perigosa
fúria que mantém a dança do universo
corpo que explode e esbraveja
e chega ondulado na terra...

série forças - a rocha

estou
eu, a meditar sob a rocha
ela, parte de mim
tolerante e paciente
a resistência do mundo
o que persiste no tempo e conta todas as histórias
aquela que guarda portões sagrados
e os mistérios das idades da Terra
sua fala é de anciã
rocha-mãe que abriga e acolhe
e endurece o que deve ser endurecido
casa para toda diversidade de seres
que dela se alimentam para o seu sono
pois ela nunca dorme
e diz mais quando tudo se aquieta e escurece

irmãos...

para nos libertarmos: um poema de pedro chiappini...
idiotasmiseráveishumanos!não sabem que a liberdade é irmã do amor?amarram-na com anéis e vestidos brancos,investem no futuro, assinam contratos, fazem casas e planos,assassinam a liberdade tentando eternizar o amor,mas o amor É eterno!tolossedentários!não sabem que o corpo é irmão do prazer?afastam-no do sol, da pele, dos abismos,abstraem ao corpo uma alma e um gênero, crentes, espartanos!assassinam o corpo tentando encontrar o prazer,mal sabem que ELE os encontraria!cegosinsensíveis!não sabem que a vida é a própria irmã gêmea da alegria?rebaixam-na ao chamá-la felicidade,têm com esta alguns passos de uma dança medíocre, logo e sempre perdem-na,e por todo seu tempo inútil na terrabuscam-na em algum outro lugar, essa pequena ridícula,“lá, onde não há dor ou sofrimento”,“lá, no céu, no Estado ou numa outra vida”“lá, enfim, no átomo ou no infinito”assassinam toda vida que poderia existir,e apenas aí, então em paz, felizes, continuam a v…

...

o meu amor não tem garras
ele escorrega no que ama

o mundo é redondo e gira

o que existe do outro lado não existe
porque lado é algo que a vida desconhece
muito menos eu que procuro as curvas
o mundo é redondo, ousou pronunciar Galileu,
ou no mínimo sem lados,
e até hoje há muito mais quem o veja
plano e quadrado

divagações extemporâneas 345

trabalho no prédio que foi o primeiro hospício do Brasil. tinha que ser eu... hora de ler pra valer a história da loucura do amado careca. os fantasmas dos louquinhos continuam por lá para nos lembrar que "a anarquia é sempre uma possibilidade". uma deliciosa possibilidade! e que a repressão do corpo é a morte. loucos vem se encontrando, poderosos encontros esses. vinhos chegam para celebrarmos!

filosofia prática

isso vai dar pano pra manga...
teçamos um sobretudo

alegria

sou líquida
derreto...
consumo o sabor da vida
e me enlouqueço de viver

com você, com o mundo, a água e as estrelas
a alegria me enebria deliciosamente

acordo
e tudo é uma grande novidade
e psicodelia

algo renasce, nasce?
algo nasceu em mim
e não cabe mais em mim

escorre, inunda o mundo
explode tudo que mata
destrói cada palavra que fere
atinge a tudo que sufoca e apequena
aos deploráveis egoístas

a alegria é uma grande arma
lutemos!

quem com a vida e o desejo
briga incessantemente
morre...

e mata

sendo incapaz de suportar o riso
a cor, o brilho de quem vive o mundo
como um grande quintal

divagações extemporâneas 101

a sorte faz piada com a nossa cara
enquanto o azar é sempre uma possibilidade
morrer pode ser daqui a pouco
viver é questão de arte

eu, líquida

uma vontade de me fundir com a pedra
para receber a água
uma tal hipnose
que me leva a querer ser uma só com a água
sê-la

lançar-me e me tornar amorfa

mas a correnteza me impede...

essa junção, esse som, esse não pedir passagem
simplesmente porque ela tem que passar

esse nomadismo todo me faz querer não ser cada vez mais
apenas transitar

carregando a maravilhosa indiferença da natureza
o desprezo certo de quem não conhece nomes ou dualidades
o humor necessário daquilo que
mesmo na desgraça, ri

a vida é uma bem-aventurança?

um dia ainda morro de fome de viver...

to david

The cameleon is coming
Let´s scream!

enfastiada de oba-obas egocêntricos

Não é interessante ler as auto-narrativas espalhadas por aí? O que as pessoas dizem sobre elas mesmas? Achei algumas um dia desses... Gosto de ver como se gabam de suas diferenças com muita pretensão e são incapazes de rir de si mesmas. A persistência do romantismo adolescente, que enche a boca pra dizer: vejam como sou singular. E somos todos a mesma merdinha, gente. De onde vem essa nossa necessidade? Aliás, o que vc está fazendo aqui lendo isso?

Help, I need somebody [myself]

O que fazer quando a gente não cabe mais dentro de si próprio? Quando temos vontade de dizer tudo o que pensamos e fazer tudo o que queremos... e esbarramos nos limites?

Em tempo, Nietzsche...

Quando a alma parece querer voltar há sempre Nietzsche para livrar o corpo da sombra da alma...

Ao Mistral [canto-dança]
de A Gaia Ciência [tradução de Paulo César de Souza]

Vento mistral, caçador de nuvens,
Matador de tristezas, varredor dos céus,
Como te amo, ó vento que ruge!
Não somos os dois primícias
De um só ventre, predestinados
A um só destino eternamente?

Aqui, sobre lisos caminhos nas rochas
Corro dançando ao teu encontro,
Correndo quando assovias e cantas
Tu, que sem navio e sem remo,
O mais livre irmão da liberdade
Saltas por sobre mares bravios.

Mal acordara, ouvi teu chamado.
Precipitei-me para as falésias,
Para a dourada muralha junto ao mar.
Salve! Como claras, diamantinas
Correntes já vinhas, vitorioso,
Do lado dos montes.

Pelas planuras do céu
Vi os teus corcéis galoparem,
Vi o carro a te levar,
Vi mesmo a tua mão avançar
Quando, sobre o dorso dos cavalos,
Como um raio brandia o açoite.

Do carro te vi saltar
A fim de mais veloz te arrojares,
Como que abreviado em flecha te vi
Cair verticalmente …

em homenagem aos tatuís

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existe um mundo que é maior que a vida
onde dançam partículas que nada mais são
que a possibilidade e o acontecimento

ainda que maior que a vida
há vida nesse mundo como há água na terra
há forças maiores que nossas vontades cotidianas
porque elas dizem um desejo mais sutil
uma percepção mais fina, um sentir mais aguçado
porque repleto daquela sensação de ver um pôr do sol
que você tem certeza que é o mais belo que já viu
e ninguém pode te dizer que não
aquela sensação de não saber o quê
aquele prazer em não ser e não entender

o barco segue
a vida é sempre maior que o barco
as andorinhas permanecem migrando
os holofotes mantém as cidades acordadas
apagam e acendem no movimento de sempre
pois a luz não importa sem a escuridão

as tartarugas vão nos dizendo da vida como as árvores
e nada mais importa que não seja a alegria
dessa toda amada Terra que reluz azul
que gira bailando
que abre os olhos a cada dia a noite
para sempre ver por perspectivas diferentes:
de sol, de lua, de neblina, de tempestades

o cheiro da …

Nova tattoo

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Não é extamente esse desenho, mas essa é a inspiração!

A vida é maior que tudo, muito maior que eu e vc
O tempo, esse que é grande, é a paz que eu preciso...

de martin de sá

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Sons que exalam vem dizer:
Minha luz é uma aurora carregada de amor e desejo!
Há um cheiro que sempre retorna.
E cada vez mais,
um cheiro que me faz salivar.
E o meu coração palpita e lateja,
só deseja, só cintila.
Se destrói, mas se recompõe.
Para a cada dia iniciar sempre uma nova aurora...

até breve à UFF

Hoje foi minha última aula na UFF... Já sinto o vazio. Mas o que me anima é que rapidinho ele vai ser preenchido...rs. O mestrado vem por aí com força de arraste. Bom, quero deixar aqui registrado meu agradecimento aos alunos que me acolheram de forma muito especial. Serei por muito tempo [pra sempre é meio demais...rs] grata por isto. Esses dois anos na UFF foram sem dúvida um dos momentos mais importantes da minha vida. Eis que me deparo com a Vanessa professora, que até então eu não conhecia... E como eu gostei dela!!! E como gostei de me descobrir "desrespeitando" hierarquias, disparando "revoluções", criando: desejos, afetos, idéias, atos; ou simplesmente dando uma aula sem muitas pretensões, mas sempre com presença e atenção. Agradeço ainda aos professores [que já foram meus professores] que me apoiaram e torceram por mim lá dentro. Se fui uma boa professora quem pode dizer são os alunos; eu acho que sim, mas com muito ainda a aprender, e sem dúvida eu faria …

alô, quem fala?

mon dieu, e a voz que não volta de vez... haja arruda e batucada no tambor! to preparando uma catarse para a já lendária estréia do efêmera ;). aguardem amigos, surpresas pela frente. a volta dos que não foram!

cais

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um dia vou me lançar ao mar como coisa arremessada
e ai de quem tentar me segurar
irei carregada por uma força não mais temerosa
não incompreendida mais

nesse dia brilhará um céu muito azul,
manta que cobrirá uma revoada de pássaros migrantes
e haverá festas por toda a cidade
bebedeiras, fanfarras, fantasias
música pra todo lado...
não pode nunca faltar a música

e quando todos estiverem em comunhão
sairei de mansinho não querendo ser notada
vestindo apenas uma roupa colorida
e um chapéu de marinheiro

levando uma mala cheia de saudades futuras,
subirei ao cais e partirei

apenas o céu saberá com seus olhos luminosos
o que estará prestes a acontecer
ele será meu guia, amigo e confidente
céu dos papéis que levarei e das garrafas mensageiras

partirei assim,
como partiram naus catarinetas,
navios vikings e piratas
e toda a diversidade de criaturas
que sentem o ar rarefeito da terra

Show Efêmera

Olá povo e pova!

Dia 5 de julho, finalmente, estréia a nova banda minha, do Pedro, do David e do Bruno: Efêmera.

Será no Espaço Multifoco, na Rua Mem de Sá, 126, Lapa, as 19h do dia 5 de julho de 2009. Um domingão, horário tranquilo e de graça! Não tem desculpa...rs

No repertório músicas próprias, Radiohead, Drexler, Chico, Moska, Police, Beatles, Paulinho da Viola, Clube da Esquina, Smiths, Cure e surpresinhas!!!!

Na ocasião o Pedro vai relançar seu livro corpoesia, imperdível pra quem gosta de uma poesia incisiva...

O meu livro, Novelo, estará lá a venda tb pra quem quiser.

Aguardamos os amigos e inimigos, amamos todos vc!!! ;)
Em breve: site, fotos e demos pra curtir!!!

dorme com esse barulho

domingo, 24 de maio de 2009. festa de aniversário em um saveiro, navegando pelo rio de janeiro, um novo olhar para a cidade e suas montanhas. sol escancarando, o beijo de um velho e sempre novo amor, mar aconchegante como uma placenta, direito até a caída kamikaze na baía de guanabara. um silêncio ao ver a orla distante, quase era possível pegar o aterro... quanto as músicas que não puderam ser tocadas eis que ouvimos: "o aleatório sempre vence"! mas o que importa... juba celebra o sonho realizado e nós curtimos todos os deliciosos aleatórios daquele dia. vence sempre o aleatório?