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Mostrando postagens de Abril, 2010

voemos...

as linhas que se seguem me dizem tanto que tomei a liberdade de publicá-las aqui. pertencem [até onde é possível pertencer] ao querido amigo juba, autor errante do blog rizomarte e da vida que se leva estrategicamente calcada na força, na alegria, no amor...

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Eles me querem condensado e eu me quero pior que isto. eu me quero pior que eles. porque me quero violento e eles o pacifico.
Escrevo com raiva e penso ainda pior que isto quero me esmurrar todo pra ver se caibo na caixa do meu próprio desejo mas eu escorro, sempre no fundo e raso gosto disso.
aos interessados: ainda tenho pena! só do que não sou eu vitimizem-se longe de mim. Não suporto ouvir nem meu próprio choro. Troco de face feito um gatilho que da arma cinza e pesada solta uma flor!
aos atrasados: o barco partirá comigo. As minhas sirenes serão mudas . As minhas sereias desafinadas, espantalhas de medusas!
Se virem de longe minhas mãos acenando deêm um banho de mar para acordar suas ingenuidades! Comemoro a fato de ter tido coragem para mentir…

desabafo

viver pairando sobre as brisaspara depois lançar-me novamentepudera eu ser brisae toda a vida pareceria mais levemas eu sinto até os interfones quando tocame as britadeiras espalhadas por todas as cidadesque hoje já são grandes até mesmo sem sê-lase que agonizam em obras sem fimquero ser poeta do meu tempomas não sei até onde isso é possívelrecolho as folhas e os gravetos de outonopara que não perca de vista minha alegria de mudançasporque elas doeme eu sinto doer cada pedaço do mundoas agonias, a força vencida pela armaos peixes, as tartarugas, e tudo o que sofre no martão invadido de garrafas carregadas de uma mensagem que preferia não lersinto a dor de cada árvore derrubada,cada planta impedida de crescer,cada inseto que se esquiva no concretoe por tudo o que é grandeporque é difícil desejar a grandeza em terra de ovelhase é por isso que eu amo as putas que querem ser putasos vagabundos por opçãoas chuvas e as trovoadasnavios, aviões, grandes máquinaseu não concebo presente sem pas…
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mas tudo o que quero se esvai pelos ciclos da vida e não pára no infinito do instante... é lá que eu quero estar

pílulas [seriam elas teses da semana?]

1. Em tempos de sociedade de controle morar num prédio sem câmeras nos elevadores, corredores e garagem é um luxo contemporâneo pra quem não sorri ao ser vigiado... Já há câmeras demais no mundo, inclusive nas bolsas e bolsos de todo mundo que, não contente em utilizar seus celulares em nome da proteção e do bem querer daqueles que amam, ainda podem utilizá-los para o disque denúncia da vida alheia.

2. Manoel Carlos, poupe-nos de suas lições e manuais de como viver a vida!

3. Serra na capa da Veja sorrindo? Alguém já viu o Serra sorrir antes? Quanto custa esse sorriso de Monalisa?

4. Escrevo tão pouco ao papel hoje que minha letra leva um tempo pra se encontrar...

5. A questão não me parece ser produzir e criar, mas produzir e criar com consistência.

6. Nas décadas de 70 e 80 Caetano Veloso, Sidney Magal, Ney Matogroso, Rita Lee, cada um com a sua genial singularidade, frequentavam o programa dos Trapalhões. Hoje a Turma do Didi recebe os astros mais singulares e inteligentes da nossa…
Não é uma questão de diálogo a vida, é uma questão de conflito...