voemos...

as linhas que se seguem me dizem tanto que tomei a liberdade de publicá-las aqui. pertencem [até onde é possível pertencer] ao querido amigo juba, autor errante do blog rizomarte e da vida que se leva estrategicamente calcada na força, na alegria, no amor...

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Eles me querem condensado
e eu me quero pior que isto.
eu me quero pior que eles.
porque me quero violento e eles o pacifico.

Escrevo com raiva e penso ainda pior que isto
quero me esmurrar todo pra ver se caibo
na caixa do meu próprio desejo
mas eu escorro, sempre
no fundo e raso
gosto disso.

aos interessados: ainda tenho pena!
só do que não sou eu
vitimizem-se longe de mim.
Não suporto ouvir nem meu próprio choro.
Troco de face feito um gatilho
que da arma cinza e pesada solta uma flor!

aos atrasados: o barco partirá comigo.
As minhas sirenes serão mudas .
As minhas sereias desafinadas, espantalhas de medusas!

Se virem de longe minhas mãos acenando
deêm um banho de mar para acordar suas ingenuidades!
Comemoro a fato de ter tido coragem para mentir as horas.
E, finalmente, ir só'
Forcei um atraso. A hora equivocada era um não-convite.
“-Cheguei tarde! ", um lamentaria..
E parto satisfeito olhando o cais cheio...
Gritaria com voz de lavadeira:
“Para mim tu nunca vieste, porque convidei apenas o teu equivoco!"

aos que me chamam de egoísta:
sou o mais multiplicador que conheço:
por saber pouco.
agora , se é para partilhar
comungem longe de mim
detesto ver a alegria dos outros quando dividem as migalhas entre si e pelo chao
porcos afarinhados!
Alegram-se por essa caridade?
obrigada pela culpa?
enquanto escondem o pão no alto
da vista daqueles que sào suspeitos.
Por que cheiram como vocês!

um egoista suscita -ismos
porque ama o singular

egocêntrico?
orbitando em mim, queimo-me menos
do que guardando a luz do sol nos meus poros
pela frente e depois pelo verso.
Depois ainda quando estou bem negro,
(a coloração indivisivel da noite e do lago)
rodo, danço, dissipo o calor do que há em minhas poeiras-lodo!
Mas os tolos, sempre friolentos
- certa necessidade de abrigo-
oportunamente gostam.
Oportunamente!
Quando descobrem que o quente lhe dá mais
do que esses arrepios chamados de vontade!

Egocentrífugo! E posso sê-lo!
Querem formas> massa!
Querem trabalho> o cio

Aos que brincam com a minha amizade:
estão voces mais vulneraveis ainda.
Estão perto!
Embora as armaçoes sejam tortas
-pois o afeto assim capta o maior abandonado-
as lentes são afiadas. E de grau.

Que raiva essa mais feliz!
Confia e sorri.
Branda densidade magmática!
Uma senhora que era puta
mas nunca prostituta, nunca se prostrava!
Cristalizar essa raiva?
Seria congelar orvalhos e colecioná-los!
Quando a graça é a grama molhada...
O matinal.

Minha raiva é do vespertino tardio
do horror à buzina do pão e do sonho
E se uns temem palhaços,
eu temo pipoqueiros das saídas escolares!


querem dados os tecnonarcisistas>
dardos lhes atiro no espelho

Sorrio, gosto de sorrir
gostando ou não de você
gosto antes daquilo que nos perpassa
Por quê a relação haveria de ser você?
a relação em si me apraz
sou linhas, linhas!
Sorrio, sorrio confortável
a maciez letárgica que dá dor nas costas.

Não irei mas sanear pensamentos
em nome do asséptico
nem desligar meu curto circuito
entre volume e superfície.

Quero as minhas cadeias de pensamento!
Derreter grades e forjar pedestais-plataformas
para voar, voar!

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