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Mostrando postagens de Setembro, 2010

eu não durmo...

"eu que te amo um mundo!"

considerações dominicais nº 231

prefiro acreditar que não sou nada nem ninguém
só assim posso ser tudo!

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tenho muitos a priori
eles precisam morrer

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é preciso amar o tempo para dele
não sermos marionetes
é preciso amar o tempo!
o que foi, o que é, o que será

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me disse Pessoa: para viver a dois, antes é necessário ser um!

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me disse Moska: navegar só se for por paixão!

domingo

domingo de tarde
estou sozinha
como uma macarronada
nada mais simples
bebo um malbec
no som, kevin canta a incompreensão
uma nostalgia latina me invade
penso na verdade, e tão logo ela se dilui
penso em sexo, fico na vontade
penso no amor, me inflo
penso na arte, e me alegra o devir
e o que está por vir
de qualquer forma estou feliz
gosto de domingos
sorrio sozinha
e vou colorir os meus desejos

viver é bom nas curvas da estrada...

A solidão é uma puta velha Ela chega cheia de ressentimento Vai contando aquelas histórias mais bizarras A gente se sente meio constrangido porque ela não tem papas na língua Fala das dores passadas, das vezes que não queria Ela gostaria de se vingar Mas percebe que não há vingança possível A quem? Ela se pergunta E começa a contar outras histórias Talvez elas nunca tenham existido Mas se não existiram, não são menos reais Só sei que de ressentidas não têm nada E são uma celebração da vida, daquela forma mais inusitada Diferente do comum, daquele comum que criamos como couraças E o ressentimento vai ficando para trás quando se esquece Ela vai esquecendo e vai tecendo o novo Ela vai dizendo da montanha que escalou, do país que conheceu Do homem que amou, das loucuras que cometeu Se é verdade não importa, Já produziu em mim uma alegria torta de viver Tudo aquilo que posso fazer, todo o mundo inteiro pra sentir E depois de contar todas as histórias, a puta velha se vai Um tanto cansada, um tanto maravilhada E…

elisa heráclito

ouvi de elisa lucinda:

o eu te amo de ontem, não é o mesmo de hoje. porque a rotina é um problema se cada dia é um dia diferente? se a cada dia somos uma pessoa diferente?

isso me lembra heráclito

não somos, estamos...

Nietzschelícia

caminho de mãos dadas com o bigodudo...


Aforismo 8 de “Os quatro grandes erros” – O crepúsculo dos ídolos – Nietzsche
Qual pode ser a nossa doutrina? – Que ninguém dá ao ser humano suas características, nem Deus, nem a sociedade, nem seus pais e ancestrais, nem ele próprio (...). Ninguém é responsável pelo fato de existir, por ser assim ou assado, por se achar nessas circunstâncias, nesse ambiente. A fatalidade do seu ser não pode ser destrinchada da fatalidade de tudo o que foi e será. Ele não é conseqüência de uma intenção, uma vontade, uma finalidade próprias, com ele não se faz a tentativa de alcançar um “ideal de ser humano” ou “um ideal de felicidade” ou um “ideal de moralidade” – é absurdo querer empurrar o seu ser para uma finalidade qualquer. Nós é que inventamos o conceito de“finalidade”: na realidade, não se encontra finalidade... Cada um é necessário, é um pedaço de destino, pertence ao todo, está no todo – não há nada que possa julgar, medir, comparar, condenar nosso ser, p…

rocha

uma simples frase nos desloca...

"seja dura, porosa!" (tiago gomes)