me agarro aos pés da arte

(The Painter Surprised by a Naked Admirer, Lucian Freud)

Eu adoro todas as coisas
E o meu coração é um albergue aberto toda a noite
Tenho pela vida um interesse ávido
Que busca compreendê-la sentindo-a muito
Amo tudo, animo tudo, empresto humanidade a tudo
Aos homens e às pedras, às almas e às máquinas
Para aumentar com isso a minha personalidade
Pertenço a tudo para pertencer cada vez mais a mim próprio
E a minha ambição era trazer o universo ao colo
Como uma criança a quem a ama beija.
(Álvaro de Campos, o engenheiro sensacionista lá pelos idos de 1914)

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