eu vivo o inexplicável
e assim prefiro

entre porta copos de van gogh
e uma fantasia para o carnaval
eu concebo poesias como quem quer dar à luz

junto a isso, escrevo uma tese
e acordo sempre muito cedo
para ouvir o universo quando os homens se calam
e saudar o sol com meu corpo integrado

às vezes não durmo
e falo com as estrelas que um dia romancearei uma ideia
por vezes, é a música que me chama
e como recusar o convite?
quase sempre, é o mar
e as águas todas do mundo
que querem me levar para o fundo
pra eu poder voltar e contar como é
até que dá, Arnaldo, pra viver sem respirar um pouco

eu vivo para não ter que explicar
o que se sente é o que se sente
o que se vive é o que deveríamos ter vivido
o karma é presente constantemente tornado presente
natureza que escorre exuberante
mãe terra, mãe fértil do instante
instant karma
the love that we all need
una voz de cantautora de flamenco
informando a urgência do viver

fogo que arde, esse da vida
eu já perdi a noção...

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