22.3.14

outono


um poema que nasce na madrugada
de vento forte e chuva desejada,
trazendo o outono

é calor – ou frio – que sobe pela espinha

da noite de tempo longo, inteiramente...
minha?

tempo sem fim,
do que insiste em ser verdade

do filme, do vinho e de mais nada
talvez, da vaidade

desejos, palavras,
silêncio após Beethoven,
calma após a estrada

o outono...

sempre revelando a minha fala

mas um outono de abandono e amor
por uma rima que não pode ser falada

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