SOBRE

Escritora, produtora cultural, atriz e empreendedora, Vanessa Rocha atua no campo das artes e da cultura desde 1999. Nascida em Petrópolis, em 1980, em família descendente de açorianos, aprendeu a amar as artes com os avós maternos, que foram atores amadores. Formada primeiro em Teatro, pelo curso de Formação de Atores da Universidade Federal Fluminense (UFF), graduou-se em Produção Cultural também pela UFF e fez mestrado em Comunicação na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 2008, como bolsista do Ministério da Cultura espanhol, cursou um aperfeiçoamento em Economia da Cultura na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidad de Valladolid (UvA-Espanha). Também estudou canto com as professoras Sônia Leal (música antiga) e Analu Paredes (técnica vocal).

Como produtora cultural, desde 2001 foi responsável pela coordenação e produção executiva de inúmeros projetos, especialmente nas áreas de música, literatura e pensamento, mas também em cinema, dança, teatro e artes visuais, em instituições como Centro de Artes UFF, CCBB Rio, Brasília e São Paulo, Museu Oscar Niemeyer de Curitiba, Palácio das Artes de Belo Horizonte, Fórum Cultural Mundial, Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, Escola de Música da UFRJ, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Theatro da Paz de Belém, Teatro Tom Jobim, Caixa Cultural, Sala Cecília Meireles e Cidade das Artes. Em 2007, coordenou a produção do Teatro Raul Cortez. É cocriadora do festival Interculturalidades, realizado pela UFF, do qual também coordenou a produção entre 2002 e 2006. Como criadora da empresa Trevo Criativo, lançada em 2011 na FGV, ganhou o 1º prêmio de empreendedorismo do Start Up Rio Meet Up, no mesmo anoFoi ainda uma das fundadoras e gerentes da empresa Mafuá Produções Culturais, que atuou de 2005 a 2009. Em todos esses anos, foi também responsável pela elaboração de mais de 30 projetos para leis de incentivo e editais culturais.

Em 2009, passou a atuar mais ativamente no meio orquestral, aprofundando uma experiência que se iniciou em projetos com a Orquestra Sinfônica Nacional entre os anos 2004 e 2006 e um desejo que nasceu na adolescência, quando conheceu a música de Mozart, paixão estampada na tatuagem com a assinatura do músico em seu braço esquerdo. A partir daí, expandiu seu universo musical e apaixonou-se por ópera. De 2009 a 2011, foi coordenadora da série Música no Fórum, da UFRJ, sob direção artística do pianista Luiz Senise. Em 2013, coordenou o I Encontro Internacional de Educação Musical, realizado pela UFRJ e o Ministério da Cultura. Em 2014, foi assistente do músico David Chew na direção artística do Cello Encounter, produziu o Festival de Música Antiga da UFRJ e assumiu a direção de produção da Orquestra Sinfônica da UFRJ, que conduz até hoje, sob a direção artística dos maestros André Cardoso e Ernani Aguiar. Atua também no projeto Ópera na UFRJ, tendo acompanhado as seguintes produções: O Diletante, de João Guilherme Ripper (2014), O Professor de Música, de Pergolesi (2015), O Menino Maluquinho, de Ernani Aguiar, em parceria com a Dell'Arte (2016), Viva La Mamma, de Donizetti (2016), João e Maria, de Humperdinck (2017) e A Flauta Mágica, de Mozart (2018). Em 2014, fundou, junto aos músicos Felipe Prazeres, Eduardo Pereira e Ivan Zandonade, a orquestra Johann Sebastian Rio, da qual foi diretora executiva de 2014 a 2017. Hoje, trabalha como consultora artística e executiva da orquestra.

Entre 2007 e 2012, foi professora universitária na UFF (curso de Produção Cultural) e na Escola Superior de Propaganda e Marketing/ESPM (curso de Administração e Marketing), período em que colaborou ainda com inúmeros cursos livres de Produção Cultural e realizou palestras sobre Economia Criativa em parceria com a ESPM e a FGV no Rio e em São Paulo.

Ávida leitora de filosofia e literatura, é poeta e escritora. Publica seus textos online desde 2006. Em 2007, lançou o seu primeiro livro, Novelo, pela Editora Multifoco, coletânea de poemas e contos. O segundo veio em 2013, pela Editora Mundo das Ideias, Poemas em carta e outras poesias. Desenvolve ainda textos para atuação e declamação, tendo entre seus trabalhos uma adaptação para monólogo do clássico de Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas, encenado em 2016 sob direção de Márcio Sanchez, e a criação de textos originais, como: o poema Rio 450 gestos, para o Prelúdio da Bachianas nº 4 de Villa-Lobos, interpretado por Márcio Sanchez com a orquestra Johann Sebastian Rio no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na Cidade das Artes e em vídeo; a série As quatro estações cariocas, que declamou na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, também junto à orquestra Johann Sebastian Rio e ao violinista italiano Domenico Nordio; o poema Phoenix, inspirado na música de Sergio Roberto de Oliveira e declamado em concerto com a Orquestra Sinfônica Nacional-UFF na Sala Cecília Meireles; e o espetáculo Poemas em carta, encenado em 2013 e 2014 no Rio de Janeiro e em Niterói. No momento, escreve o seu primeiro romance, uma saga de família que atravessa cinco gerações e 150 anos de história do Brasil e de Portugal.

Como performer e atriz, atuou em montagens de textos de Bertold Brecht, Federico Garcia Lorca e Oswald de Andrade, liderou duas bandas musicais como vocalista e letrista e interpretou inúmeros poemas em saraus e concertos. Também atuou como Riobaldo/Diadorim em seu monólogo adaptado de Grande Sertão: Veredas. Junto ao músico e ator Márcio Sanchez, é cocriadora e performer do Eu Sarau, onde interpreta clássicos da poesia mundial e nacional em eventos mensais, dedicando especial atenção à obra de Fernando Pessoa.

Desde 2001, é também praticante de yoga e meditação. Unindo seus mais diversos conhecimentos, criou um programa de Mentoria para artistas e grupos culturais cujo objetivo é fortalecer o potencial criativo e a autoconfiança.

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Fotos da capa: Performance "As quatro estações", com Johann Sebastian Rio na Sala Cecília Meireles, e Ensaio, ambas por Ana Clara Miranda (fotos da esquerda e da direita); Lançamento de livro, por Fábio Lessa (foto central).