biografia

Poeta e escritora, Vanessa é mais conhecida atualmente como produtora do meio orquestral carioca. Geminiana típica, como gosta de dizer, não saberia escrever sobre um só assunto ou produzir sempre nos mesmos formatos. Como escritora, publica seus textos online desde 2006. Em 2007, lançou o seu primeiro livro, Novelo, pela Editora Multifoco, que reúne poemas e contos escritos entre os 15 e os 27 anos. O segundo livro veio em 2013, pela Editora Mundo das Ideias, Poemas em carta e outras poesias. De vez em quando, se arrisca na atuação e declamação, sempre em projetos de literatura. Entre os últimos trabalhos para o palco, montou um espetáculo inspirado no seu segundo livro, escreveu poemas que foram recitados junto a orquestras e fez o roteiro de um monólogo a partir do clássico de João Guimarães Rosa "Grande Sertão: Veredas", no qual também atuou. Atualmente, está escrevendo um romance.

É produtora da Orquestra Sinfônica da UFRJ e diretora executiva e assessora artística da orquestra Johann Sebastian Rio (www.johannsebastianrio.com). Formada na Universidade Federal Fluminense (UFF) em Produção Cultural, fez pós em Economia da Cultura na Espanha e mestrado em Comunicação na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Por 4 anos, foi professora universitária na UFF (curso de Produção Cultural) e na Escola Superior de Propaganda e Marketing/ESPM (curso de Administração e Marketing). Formou-se ainda em Teatro pelo curso de Formação de Atores da UFF. Desde 2001, pratica e estuda o Yoga, tema sobre o qual também pretende escrever. Desde 2013, estuda o Tarot e, atualmente, pesquisa o misticismo europeu da Idade Média e Renascença.

Acredita na integração entre os saberes como forma de descobrir as perguntas certas: filosofia, matemática, artes, yoga, tarot, astrologia, biologia, tudo tem o mesmo peso em sua balança, assim como alguns livros de "leitura fácil" e obras primas da literatura, música pop e sinfonias de Mahler. Desistiu de tentar um doutorado em Filosofia, onde iria pensar o lugar da música e da literatura "clássica" no mundo contemporâneo, para: viajar e meditar mais, se aprofundar em seus estudos, velejar, estudar línguas e escrever.

Sua ambição como escritora é ter um romance publicado em várias línguas (e que escritor não deseja isso?). Sua ambição literário-musical é escrever o libreto de uma ópera trágica. E produzir a estreia!

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Breve narrativa da vida

Meu nome é Vanessa Rocha da Silva, mas uso apenas Vanessa Rocha porque acho mais sonoro e forte para uma candidata a escritora, embora este sobrenome seja de um dito cujo que abandonou a minha bisavó grávida porque tinha ciúmes doentios dela. Ele saiu para comprar cigarros e sumiu. Literalmente! Não é lorota. Na minha família, esse tipo de história existe. Nasci em Petrópolis, em 1980, sob o inquieto signo de gêmeos. Petrópolis é a terra do meu bisavô fujão e de toda a família Vieira (o sobrenome que eu deveria ter), exceto da minha mãe que, por um acidente histórico, nasceu em Juiz de Fora. Essa família, repleta de mulheres fortes e histórias de amor, formou-se a partir de empreendedores e alguns artistas de descendência açoriana que tiveram contato até com os nossos imperadores Pedro I e II. Sou tataraneta de um corajoso rapaz que, na segunda metade do século XIX, atravessou o Atlântico, saindo da Ilha Terceira dos Açores, para fazer a vida na serra fluminense. Carrego as montanhas e o mar dentro de mim. Neta de atores amadores por parte de mãe, aprendi a amar a arte com os meus avós. Filha de dois batalhadores, entendi desde cedo o valor do trabalho. Irmã mais velha de uma aquariana e uma escorpiana, nunca deixei de aprender muito sobre o amor. Moro no Rio de Janeiro, cidade pela qual alimento uma relação esquizo: amo e, às vezes, não suporto. Mas não sei se eu seria mais feliz em Paraty, Roma, Berlim, cidades que eu amo. Ou talvez numa praia paradisíaca, acordando todo dia para mergulhar, atividade que eu amo. Ou quem sabe em Bali, porque nos filmes parece incrível (risos)... Não sei se voltarei a morar na minha terra um dia. A vida é mistério!

Sou inquieta como criadora e realizadora. E muito curiosa. Quase todos os assuntos me interessam. Se eu não praticasse yoga e meditação há anos, eu seria um poço de ansiedade. O que escolho na vida é aquilo que me escolhe. Fui escolhida pelas palavras. Escrevo desde tão cedo que não me lembro quando comecei. Depois pelo teatro, e já encarei bastante o palco com textos clássicos de Brecht e Lorca, até textos meus e clássicos da literatura. Então, fui escolhida pela música. Estudei piano e fracassei. No canto, que estudei de 2007 a 2013, até que me saí bem e liderei duas bandas de rock (quem nunca!!!), para a qual eu também escrevia letras. Hoje, produzo e gerencio orquestras. Costumo dizer que a música é o meu outro, quando a minha palavra se cala e da qual ela se alimenta. Sou absolutamente apaixonada por Beethoven e Mahler, mas a minha alma treme quando ouço o Réquiem de Mozart e música barroca, especialmente Bach. A música me escolheu de uma forma tão intensa que pago as minhas contas com ela. O yoga também me escolheu. Em 2001. Ou talvez na infância, quando eu via o meu pai praticando e achava fascinante. Acredito que muito do que sou devo a esta prática e não me reconheço mais sem ela. Recito mantras como se soubesse sânscrito. E, claro, não pense você que não me interesso em estudar sânscrito, eu que sou amante da linguagem. Aliás, já comecei...

Acredito no poder das redes de afetos e no amor, mas não deixo de flertar com a malícia do mundo, porque o "bem" e o "mal" não são absolutos e convivem dentro de cada um de nós. Sonho ter um barco, viajar muito ainda, escrever muitos livros e, até o fim da linha, produzir o que amo. Definitivamente, acho que a vida é muito curta para um geminiano. E gosto mesmo da sensação de que esta vida é sim um grande, bonito e profundo mistério. Quer saber um mistério? Em 2012, descobri que o meu nome, Vanessa, foi criado pelo escritor Jonathan Swift em um poema de despedida, chamado Cadenus e Vanessa. Interessante, não? Até o século XVIII o meu nome não existia no planeta (tenho um nome Barroco!!!) e um escritor o criou em um poema de despedida dedicado para a sua amante. O nome é um codinome, criado a partir do sobrenome e do diminutivo do nome da mulher, que se chamava Esther Vanhomright. Eu já escrevia há anos quando descobri isso e fui descobrir exatamente quando estava produzindo o meu livro de poemas dedicados. A vida é mesmo um mistério...

Comentários

  1. Grandiosa (: com um brilhante presente e um futuro que certamente mais esplendores brotará!

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